segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

                    



           Julho de 2011- Dezembro de 2018 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 129

ABANDONEM AS TORRES DE MARFIM! 
ARTE É:
 PRODUÇÃO, AÇÃO, INTERVENÇÃO.

ABAIXO OS GÊNIOS!

A OBRA DE ARTE NÃO É OBJETO SAGRADO. 

A ARTE DEVE ESTAR A SERVIÇO DO POVO!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 128

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!

A arte é política não apenas no campo da mensagem social.

 A arte é uma prática social, uma forma de produção. Como nos ensinam autores como Bertolt Brecht e Walter Benjamin, precisamos transformar  as relações entre produtor artístico e público. Precisamos transformar as relações de produção literárias. 

Indo além das opiniões políticas, o artista revolucionário deve transformar leitores, ouvintes e espectadores em produtores/colaboradores, isto é, artistas participantes.   

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 127

TUM TUM TUM... Um estranho silêncio após a pancada na nuca . Quem se atreve a falar, cantar, criar?

(No trajeto do silêncio não existem pontos finais)

Os verdadeiros artistas não aceitam vendas nos olhos e nem bocas fechadas. Nem todas as tesouras da terra juntas podem cortar o canto livre.


Eles não param de cantar
Eles precisam cantar
Eles não podem parar de cantar
Mas não é politicamente perigoso?
Sim, mas o canto é mais forte
Quebraram o violão! Mas a música não para
Quebraram as mãos dos músicos! Mas a música não para
Melodias e versos não podem ser domesticados

NÓS PRECISAMOS CANTAR, CANTAR CANTAR, CANTAR !!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 126

Nos espaços em branco dos versos que ainda não foram escritos, ouvimos:

 PESSOAS GRITANDO NUM PORÃO ESCURO

É difícil localizar, identificar com exatidão a época e o local em que estas pessoas estão. Sim, ainda estão: o grito invade a memória, bate na porta da consciência dos vivos.

Gente torturada, gente calada, gente injustiçada 

Quem está gritando no fundo da noite? 
Será Spartacus? 
Será Zumbi de Palmares?
Será Rosa Luxemburgo?
Com toda certeza são milhões de trabalhadores famintos! 

A POESIA ILUMINA CADA CANTO ESCURO DA MEMÓRIA 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 125

Repudiamos todas as formas de " nostalgia " dos regimes políticos autoritários. Na história do Brasil as ditaduras serviram para perpetuar os privilégios da classe dominante. É importante que os trabalhadores brasileiros saibam das tristes consequências políticas e culturais que períodos autoritários trouxeram para o povo.
 A arte empenhada nas lutas pela libertação foi esmagada por ditaduras. Durante a ditadura do Estado Novo(1937-45) observamos  fogueiras de livros que foram realizadas para queimar romances sociais empenhados na denúncia da miséria; além de prisões e perseguições que escritores e militantes políticos sofreram. Durante a ditadura militar(1964-85) artistas e intelectuais foram presos, torturados e expulsos do país; sem contar que a censura calou muitos filmes, livros, canções, peças de teatro, artigos, aulas etc. 
 Se você pensa que os defensores da liberdade e da igualdade são " vagabundos " , passe longe do nosso blog. Mas se você acredita na importância da arte e do conhecimento crítico para contribuir com a transformação política da sociedade, divulgue nossa pequena trincheira cultural.    

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 124

10 Dicas literárias que funcionam como antídotos contra o conservadorismo político:

- A História da Revolução russa, de Leon Trotski

- A Condição Humana, de André Malraux

- Parque Industrial, de Patrícia Galvão

- Judeus Sem Dinheiro, de Michael Gold

- Capitães da Areia, de Jorge Amado

- O Tacão de Ferro, de Jack London

- Nadja, de André Breton

- Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade

- O Quinze, de Raquel de Queiróz

-  Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 123

Escrever não é apenas registrar ou descrever o movimento das coisas. Escrever é ação sobre a consciência dos homens que fazem história e, muitas vezes, se esquecem disso.

LER E ESCREVER: interpretar e agir

A LITERATURA NÃO É O TEMPLO DOS LITERATOS

CONTADORES DE HISTÓRIAS NÃO PODEM IGNORAR O MOVIMENTO DA HISTÓRIA

POETAS POSSUEM ASAS MAS TAMBÉM POSSUEM OS DOIS PÉS NO CHÃO E OS OLHOS SOBRE A REALIDADE SOCIAL 

ESCRITORES DE ESQUERDA NÃO SÃO FUNCIONÁRIOS QUE CUMPREM ORDENS POLÍTICAS. SÃO ARTISTAS LIVRES QUE TRABALHAM PELA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DA CLASSE TRABALHADORA







terça-feira, 18 de setembro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 122

Neste convulsivo ano de 2018, acreditamos que o ciclo mensal de filmes CINE 68 , mais uma parceria entre o nosso blog e o Museu da Imagem e do Som da cidade de Campinas, tem cumprido um importante papel político e cultural ao resgatar, analisar, reler e cultivar as imagens libertárias do ano de 1968. Cabe salientar que neste ciclo de filmes procuramos listar obras que embora não tenham sido propriamente lançadas em 1968, pertencem ao mesmo caldo cinematográfico/político do período. Este foi o caso do longa A Chinesa(1967), de Jean Luc Godard, que exibimos no semestre passado. Este será o caso de Terra em Transe(1967), de Glauber Rocha, que exibiremos no próximo dia 13 de outubro. Todavia o filme de Glauber parece exercer uma presença ainda mais perturbadora em 2018.
  Terra em Transe , transformado por muitos jovens de 1968 em bandeira da luta política revolucionária, é uma obra cujas lições alegóricas e violência poética foram fundamentais para a formulação da estética do movimento tropicalista. Esses fatos são conhecidíssimos por historiadores, críticos e estudiosos do cinema brasileiro. Mas se este filme de 1967 exerceu um impacto estético devastador em 1968, em 2018 ele torna-se uma obra não menos controversa: perante a polarização ideológica no Brasil dos nossos dias, em que ocorre a hostilidade e criminalização das ideias políticas de esquerda, o longa de Glauber adquire peso. No enredo do filme, o imaginário país Eldorado metaforiza o Brasil e a América latina como um todo. Os erros políticos da esquerda brasileira, as contradições entre o intelectual de classe média e o povo, as tensões entre a poesia e a política, as convulsões políticas que levaram à queda do presidente Jango e ao Golpe de 64, evento fatídico que marca o triste período da ditadura militar no Brasil(1964-85),  são carnavalizados no filme dentro de um delírio barroco.
 O transe que a esquerda dos anos 60 experimentou com o avanço da extrema direita, é uma realidade  relativamente familiar para o militante de esquerda dos nossos dias: embora existam as obvias diferenças de contexto histórico(afinal, sabemos que a história não se repete), sentimos na pele hoje toda uma onda conservadora que visa abafar o pensamento crítico. Aliás é a própria memória das formas de arte revolucionária que encontra-se ameaçada. É preciso coragem para exibir este explosivo filme de Glauber Rocha.  

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 121

MÃOS
Cansadas, esfoladas, instrumentos gastos


OLHOS
Pequenos, irritados pelo sono, perdidos pela manhã


CABEÇAS
Confusas, sempre realizando gestos de " sim " e " não " mas quase sem se perguntar " por quê "



Para ser dono do seu corpo, para realizar sua vontade, para ser autor de sua vida, o proletário não pode aceitar um mundo em que ele é expropriado, sugado, explorado... 

OS TRABALHADORES DEVEM SE SERVIR DA LITERATURA PARA COMPREENDER O SEU COTIDIANO. 


A HISTÓRIA nos ensina que o homem não " É ". O homem " ESTÁ ". Isto quer dizer que as sociedades humanas estão em permanente transformação. LER e ESCREVER são para o proletariado tão importantes quanto respirar. 


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 120

NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A CULTURA SEJA TRAGADA PELAS CHAMAS.

Estamos profundamente abalados com o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Os prejuízos culturais são incalculáveis. Tanto quem pensa a política quanto a arte vive com tradições culturais: são precisamente tais tradições que encontram-se ameaçadas pelo descaso com os museus do Brasil. 

OS TRABALHADORES REVOLUCIONÁRIOS DA CULTURA DEVEM ATUAR NOS MUSEUS, A FIM DE CONTRIBUIR COM A PRESERVAÇÃO DOS ACERVOS E COM A DIFUSÃO DOS DOCUMENTOS DE CULTURA.

PRESERVAR E ORGANIZAR A CULTURA DO PASSADO: este é um dever de todo revolucionário. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 119

AS PALAVRAS CORREM, CORREM, CORREM ATRÁS DOS FATOS.


Um operário de 72 anos carrega as marcas da tortura. Ele foi espancado, levou choques elétricos, socos no ouvido e chutes no saco. Este operário foi uma vitima da ditadura militar(1964-85) no Brasil.


COMO A POESIA PODE SER O DESPERTADOR DA HISTÓRIA?


Um operário de 27 anos se encanta com discursos políticos autoritários. Ele pensa que a fome é ira divina e que o capital é seu amigo.


A ATUAL GERAÇÃO DE TRABALHADORES DEVE DOMINAR AS PALAVRAS E NÃO SER DOMINADA PELAS PALAVRAS. 


A realidade brasileira, todo o sofrimento de um povo, pede palavras que anunciam as lutas pela libertação. Precisamos de uma nova poesia revolucionária que seja parte integrante dos esforços militantes. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 118

A LITERATURA BRASILEIRA NECESSITA DE ESCRITORES MATERIALISTAS.

O combate ideológico contra o conservadorismo político da atualidade, não se faz com munições etéreas, que repousam no espírito descolado da realidade. 

Poetas e ficcionistas precisam se apresentar como narradores que compram briga com todo atraso intelectual, com toda covardia artística e com toda indiferença política. Os escritores necessários são aqueles que estão colados à realidade da classe trabalhadora, são os escritores trabalhadores que combatem inclusive as formas ideológicas que impedem o trabalhador de entender sua missão histórica. 

 As narrativas capazes de contribuir com o movimento político revolucionário, são aquelas que contam histórias enraizadas nas relações materiais de vida.  

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 117

CUIDADO CAMARADAS! 

Esta pequena publicação tem procurado sempre publicar textos teóricos e literários que flagram as relações progressistas entre arte e política. Porém, na luta de classes existem aquelas manifestações em que a Estética serve à política não para esclarecer mas para manipular. 

MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS DEVEM SER O OPOSTO DAQUELAS PROPAGANDAS USADAS A SERVIÇO DO CAPITAL.

 Nestas Eleições que se aproximam, estejam atentos às imagens que distorcem a realidade histórica, que ocultam os mecanismos econômicos e políticos que geram exploração e miséria. Estejam atentos aos discursos intolerantes que fazem uso de imagens harmoniosas para ocultar o caráter opressor do sistema capitalista. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 116

Lá vai mais um trabalhador brasileiro cabisbaixo, com os dois olhos rolando pelo chão eletrônico, pelas paredes de mentira e pelas calçadas eternamente esburacadas.

GRITOS DISTANTES DE GENTE DESESPERADA  

 Ele nem sabe se está indo ou voltando do trabalho, a luz da madrugada e a luz do começo da noite se misturam mentalmente numa estranha imagem que tem a cor da morte. Ele sente apenas a carne e os ossos pesados, a boca amarga, as mãos sujas com os farelos de um dia que nunca será uma bolacha inteira.

O SOM DOS GRITOS ESTÁ MAIS PRÓXIMO

 Esse trabalhador não sabe em quem e muito menos no que acreditar. Ele fica com uma vara de pescar tentando pegar discursos políticos no ar. Outros trabalhadores, vizinhos e conhecidos dele, também tentam pescar discursos. Lhe ocorre por que os trabalhadores brasileiros simplesmente não lutam para acabar com a miséria. Passa pela sua cabeça ensopada de suor que o tempo está passando e tem pouca gente lutando.

OS GRITOS INVADEM AS RUAS: TRABALHADORES SÃO BALEADOS E AÇOITADOS POR ESTRANHOS CAVALEIROS QUE TRAJAM ARMADURAS DIGITAIS. UMA MULTIDÃO DESESPERADA CORRE PELAS SUAS VIDAS!

O trabalhador pensa: - É agora ou nunca. Ou lutamos ou seremos esmagados.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 115

LITERATURA DE AGITAÇÃO!

Poetas seguem com versos esculpidos por punhos cerrados. Lá vão eles descendo as avenidas, subindo os morros, nadando no vento e correndo contra os passos largos do gigante alienado.

Palavras colhidas no sol e endereçadas aos mortos, aos vivos e aos que não sabem que estão vivos. Estas palavras são proibidas de existir no sistema capitalista: elas informam que o mundo gira, que a cabeça se ergue, que a garganta proclama mudanças e que o olho enxerga uma nova história... Sim, um mundo sem ricos e sem pobres. 

O MOMENTO ATUAL EXIGE POETAS REVOLUCIONÁRIOS! 

O VERBO E A LUTA, O VERSO E A POLÍTICA

CAMARADAS: a memória do movimento operário precisa ser cantada por poetas corajosos! 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 114

80 anos do MANIFESTO POR UMA ARTE REVOLUCIONÁRIA INDEPENDENTE, de André Breton e Leon Trotski. 

Um documento que reabilitou as relações entre arte e marxismo.

Um libelo para artistas revolucionários independentes 

Uma vigorosa defesa da liberdade revolucionária da arte.

Um texto que denunciou os perigos políticos e culturais representados pelo fascismo, pelo stalinismo e pela democracia burguesa.

Uma pequena obra prima que apresenta uma poderosa concepção teórica. 


Apesar do manifesto de Breton e Trotski, publicado em 25 de julho de 1938 na Cidade do México,  pertencer a uma conjuntura histórica específica(isto é,naquele momento o mundo caminhava para a Segunda Grande Guerra), sua atualidade  é inquestionável: trata-se de uma importante orientação cultural  revolucionária para os artistas militantes responderem ao atual conservadorismo político que reina no Brasil e no mundo. 
É fato que a Federação Internacional da Arte Revolucionária Independente, proposta pelo manifesto, não deu certo devido a uma série de razões históricas. Todavia as ideias do texto ainda comprovam que a arte revolucionária nada tem a ver com o Realismo Socialista. É preciso que os trabalhadores e a juventude saibam reler o Manifesto Por uma Arte Revolucionária Independente. 

domingo, 24 de junho de 2018

Pequena pausa para o café

Agir sobre a luta de classes requer percepção estética. Ao longo dos últimos seis meses publicamos semanalmente pequenos textos literários, breves reflexões estéticas, pequenas peças de agitação e propaganda, exibimos filmes na cidade de Campinas, defendemos a importância da " herança rebelde " nos 50 anos de 1968, debatemos, debatemos e debatemos. O primeiro semestre de 2018 termina num clima de conservadorismo político no Brasil e no mundo. A classe trabalhadora não pode mais aceitar tantos ataques diários.
 Continuaremos lutando neste pequeno espaço, não por mera teimosia. Seguiremos na militância cultural  porque acreditamos na história, porque acreditamos no homem. A libertação dos trabalhadores é historicamente possível. A arte contribui decisivamente para que o proletariado tome consciência disso. 
 Estaremos de volta no final do mês de julho. 

domingo, 17 de junho de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 113

Os trabalhadores precisam desconfiar de toda história que começa com  " Era uma vez "... O perigo mora nos glamorosos relatos. Reportagens com ritmo de conto de fadas e filmes com cara de vídeo game,  ocultam sempre os heróis que protegem com seus escudos a classe dominante.
As historias pra boi dormir estão sempre acompanhadas de celebridades, de indivíduos considerados extraordinários. Mas e o homem do povo, o operário que segue apagado na multidão? Como este operário muitas vezes sem rosto e sem língua, pode ser narrado? Por que alguém precisa salva-lo? Por que ele não assume o controle da narrativa e afirma-se como sujeito histórico?

 Vagando pelas cidades abarrotadas de gente faminta, operários conhecem somente sonhos autoritários e sonhos sobrenaturais. Ele nem desconfia que é parte de uma classe que pode conferir uma nova direção para o mundo... Sim, uma direção política transformadora, na qual os trabalhadores não precisam de super-heróis...

 As narrativas dominantes, condicionadas pelos interesses do capital(este é o grande personagem que está por trás de todas as histórias mentirosas), trazem sempre um grande líder, o chamado vencedor. Porém, acreditamos nos vencidos! O que nós propomos é a produção de textos e imagens em que os trabalhadores não decoram os cenários mas são o centro da ação. Estes produtos artísticos apresentam uma evidência que é preciso mostrar ao povo:

AS MASSAS SÃO AS PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA. 

domingo, 10 de junho de 2018

Boletim Lanterna. Ano 08. Edição 112

Um poeta revoltado de classe média... Ele odeia cada milimetro de felicidade burguesa fabricada pela cultura dominante. Sua aspiração não corresponde à educação burguesa que recebeu. Ele sabe que as coisas não vão nada bem. Ele não reconhece possibilidades históricas de superação do capitalismo. Entretanto, ele " odeia ". Mesmo sem questionar as relações de produção capitalistas, ele detesta como poucos o sonho burguês da aparência e da acumulação.



Um poeta operário... Ele também odeia cada milímetro da felicidade burguesa fabricada pela cultura dominante. Seu ódio é contra a classe detentora dos meios de produção. Sua poesia coloca-se como arma ideológica destinada a outros trabalhadores. Sua poesia contempla ideias políticas revolucionárias: ele acredita que através da arte é possível agir dentro da luta de classes.



O QUE AMBOS OS POETAS POSSUEM EM COMUM?

Embora distintos em seus projetos poéticos, estamos falando de 2 poetas de combate. Dentro da militância cultural ambos colaboram para interromper o sucesso capitalista. Cada um, a sua maneira,expressa outra possibilidade histórica: é a possibilidade da libertação, da emancipação. Estes poetas são aliados históricos.