segunda-feira, 17 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ARTISTAS EM LUTA
A opressão contra a classe trabalhadora hoje é um fato que assume
diferentes formas. Nas ruas de várias cidades brasileiras,
trabalhadores, estudantes, intelectuais e... ARTISTAS enfrentam os
abusos econômicos no transporte público. Enquanto o Estado
capitalista responde com a tradicional violência policial, verificamos
paralelamente o reforço ideológico dentro da cultura oficial:
determinados grupos religiosos e os grandes meios de comunicação de
massa insistem em anestesiar a consciência das massas, falando em
borboletas, pecado e distorcendo o sentido histórico da luta operária.
Porém, contrariando as determinações da ordem capitalista, movimentos
políticos revolucionários estão reagindo... Tratando-se especificamente
da condição do artista, julgamos que ele possui uma contribuição ímpar
neste processo.
É claro que nos referimos aqui aos companheiros que se ocupam da
arte para intervir criticamente sobre a realidade social, e não aos
ratos talentosos que caminham pelas ruas imaginárias feitas de tintas
e comércio(enquanto que na realidade as ruas tornaram-se palco para as
lutas sociais). Os verdadeiros artistas revolucionários estão nas ruas
enfrentando a opressão ao lado dos trabalhadores, fazendo da
imaginação uma arma e protestando nos espaços físicos e digitais. O
artista revolucionário cria possibilidades para o desejo reprimido ser
liberado. Ele cria imagens que pela sua lógica interna(incompatível
com os imperativos partidários mas sintonizada com o projeto
revolucionário), invalidam as falsas imagens do sistema. Diante do
quadro de lutas que se abre na realidade brasileira, o artista precisa
assumir a sua missão libertadora dentro da militância(o que
evidentemente não faz da arte uma subordinada da política, mas uma
aliada que pela sua natureza particular enfrenta a ordem burguesa).
Expressamos mais uma vez aqui o apoio aos artistas que lutam nos
diferentes espaços sociais por um país habitável, por uma cultura que
contemple os trabalhadores controlando a economia e a política. Não há
tempo para lacaios que reforçam a ideologia dominante. É chegada a
hora dos artistas esquecerem de vez o narcisismo pequeno-burguês
vinculado ao conceito de " gênio " e assumir o seu papel de
trabalhadores revolucionários da cultura.
CONSELHO EDITORIAL LANTERNA
diferentes formas. Nas ruas de várias cidades brasileiras,
trabalhadores, estudantes, intelectuais e... ARTISTAS enfrentam os
abusos econômicos no transporte público. Enquanto o Estado
capitalista responde com a tradicional violência policial, verificamos
paralelamente o reforço ideológico dentro da cultura oficial:
determinados grupos religiosos e os grandes meios de comunicação de
massa insistem em anestesiar a consciência das massas, falando em
borboletas, pecado e distorcendo o sentido histórico da luta operária.
Porém, contrariando as determinações da ordem capitalista, movimentos
políticos revolucionários estão reagindo... Tratando-se especificamente
da condição do artista, julgamos que ele possui uma contribuição ímpar
neste processo.
É claro que nos referimos aqui aos companheiros que se ocupam da
arte para intervir criticamente sobre a realidade social, e não aos
ratos talentosos que caminham pelas ruas imaginárias feitas de tintas
e comércio(enquanto que na realidade as ruas tornaram-se palco para as
lutas sociais). Os verdadeiros artistas revolucionários estão nas ruas
enfrentando a opressão ao lado dos trabalhadores, fazendo da
imaginação uma arma e protestando nos espaços físicos e digitais. O
artista revolucionário cria possibilidades para o desejo reprimido ser
liberado. Ele cria imagens que pela sua lógica interna(incompatível
com os imperativos partidários mas sintonizada com o projeto
revolucionário), invalidam as falsas imagens do sistema. Diante do
quadro de lutas que se abre na realidade brasileira, o artista precisa
assumir a sua missão libertadora dentro da militância(o que
evidentemente não faz da arte uma subordinada da política, mas uma
aliada que pela sua natureza particular enfrenta a ordem burguesa).
Expressamos mais uma vez aqui o apoio aos artistas que lutam nos
diferentes espaços sociais por um país habitável, por uma cultura que
contemple os trabalhadores controlando a economia e a política. Não há
tempo para lacaios que reforçam a ideologia dominante. É chegada a
hora dos artistas esquecerem de vez o narcisismo pequeno-burguês
vinculado ao conceito de " gênio " e assumir o seu papel de
trabalhadores revolucionários da cultura.
CONSELHO EDITORIAL LANTERNA
terça-feira, 11 de junho de 2013
MÚSICA ANTROPOFÁGICA: TRECHO DA LETRA "PANIS ET CIRCENSES "
Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Caetano Veloso/Gilberto Gil, 1968.
O CINEMA EM PUDOVKIN:
...Se a montagem for uma mera combinação descontrolada das várias
partes, o espectador não entenderá (apreenderá)nada; ao passo que se
ela for coordenada de acordo com o fluxo de eventos definitivamente
selecionados, ou com uma linha conceitual, seja ele movimentado ou
tranquílo, a montagem conseguirá exitar ou tranquilizar o espectador.
Pudovkin, 1926.
partes, o espectador não entenderá (apreenderá)nada; ao passo que se
ela for coordenada de acordo com o fluxo de eventos definitivamente
selecionados, ou com uma linha conceitual, seja ele movimentado ou
tranquílo, a montagem conseguirá exitar ou tranquilizar o espectador.
Pudovkin, 1926.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
ARTISTAS E ESTUDANTES EXIGEM TODA LICENÇA EM ARTE:
O diretor teatral José Celso Martinez Côrrea, a quem o teatro brasileiro deve muito em matéria de revolta e invenção, foi intimado pela polícia de São Paulo. As autoridades exigem que Zé Celso reconheça os atores do Teatro Oficina que teriam tomado parte numa performance em que o Papa teria sido degolado. Esta intervenção do grupo ocorreu na Puc da cidade de São Paulo, num momento em que tanto a citada universidade quanto a própria cidade estão sendo sacudidos por uma onda de protestos: enquanto que na Puc os estudantes não aceitam o processo antidemocrático da escolha da reitoria, nas ruas outros militantes se rebelam contra o aumento no valor da passagem de ônibus. Diante desta atmosfera opressora e autoritária, a arte só pode responder com a sua violência simbólica, com a sua natureza transgressora cujo o significado maior é a busca pela liberdade total. A turma do teatro Oficina sabe disso... Além da inquestionável competência cênica, o Oficina desde os anos sessenta cumpre o papel de colocar em cheque todos os tabus(sejam eles sexuais, religiosos, químicos, econômicos, estéticos e políticos).
É natural que os guardiães da ordem estabelecida procurem reprimir estudantes, artistas e trabalhadores que não se sujeitam aos ditames da sociedade burguesa. A opressão política nas universidades, a violência econômica contra os trabalhadores e a tentativa policialesca de intimidar a arte rebelada, participam de um mesmo momento conservador do Brasil. Mas é preciso lutar, é preciso cantar, é preciso arrancar a grande cabeça que pensa a castração, promove a culpa e aliena as massas. Nós nos solidarizamos integralmente com os companheiros antropófagos do Teatro Oficina, para quem a liberdade do artista é um fato que enriquece a cultura revolucionária. A tomada de consciência dos problemas políticos deve estar acompanhada da criatividade libertária do artista. O que os estudantes e os militantes da cultura exigem é toda a liberdade para o artista que participa dos problemas do seu tempo.
CONSELHO EDITORIAL LANTERNA
terça-feira, 4 de junho de 2013
DOS ESCRITOS SOBRE ARTE, LITERATURA E POLÍTICA, DE BRECHT
(...)Vivemos numa situação onde qualquer coisa pode ser errada ainda
que possua uma forma estética admirável. O belo não deve mais nos
parecer verdadeiro, pois o verdadeiro não é compreendido como belo. É
preciso desconfiar fundamentalmente do belo.
(...). A crítica deve ser materialista e deduzir uma forma de arte de
um fim prático.
(...). A cultura, durante muito tempo defendida apenas com as armas do
espírito, mas atacada com as armas materiais, ela mesma uma coisa não
apenas espiritual, mas também e sobretudo material, deve ser defendida
com armas materiais.
(...)Não se vive para ter emoções, a gente vive e tem emoções(...).
Pintores comunistas, se perguntarem se vocês se são comunistas, vale
mais mostrar como prova os vossos quadros do que a carteira do
Partido.
(...) A arte exige conhecimento. A observação da arte não pode
produzir um verdadeiro prazer se não existe a arte da observação.
(...). Existe cem meios de dizer ou de calar a verdade. Nós deduzimos
nossa estética, como nossa moral, das exigências do nosso combate.
Bertolt Brecht.
A REVOLUÇÃO CULTURAL SEGUNDO LENIN:
(...)Sim, observo o ballet, o teatro, a ópera e as exposições de
pintura e escultura novas e novíssimas, as quais evidenciam e muito,
no estrangeiro, que nós bolcheviques não somos tão terrivelmente
bárbaros como eles supõem. Não nego estas manifestações e outras
semelhantes da cultura, e muito menos ás subestimo. Mas confesso que
me alegra mais a fundação de duas ou três escolas primárias em aldeias
perdidas, do que o mais maravilhoso que possa se exibir em uma
exposição. A elevação do nivel cultural geral das massas criará o
terreno firme do qual brotará forças poderosas e inesgotáveis para o
desenvolvimento da arte, da ciência e da técnica. Em nosso país é
extraordinariamente grande o entusiasmo para criar uma cultura e
difundi-la. É preciso confessar que, neste entusiasmo, realizamos
muitas experiências e ao lado da seriedade há muito de infantil, e
pouco maduro, que consome energias e meios(...) O mais importante para
a Revolução cultural desde o momento da tomada do poder pelo
proletariado é o despertar das massas, sua sede de cultura. Se formam
homens novos, criados pelo novo regime social e ao mesmo tempo
criadores deste regime.
Lenin(?).
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