segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A nossa música:


A coisa mais triste que pode existir na música brasileira é quando jovens brasileiros a desprezam. Sempre defendi e sempre defenderei que as melodias desconhecem as fronteiras nacionais, sendo nefasta a xenofobia musical(assim como qualquer outra forma de xenofobia). Isso é uma coisa. Agora desprezar as bases da música desenvolvida no Brasil é uma atitude colonizada e culturalmente irresponsável. É incrível como ainda existem pessoas que se comportam da mesma maneira como a elite do século XIX: caluniava-se a música de origem afro para ovacionar a música clássica e a marcha militar. Existe um elemento político presente nesta lógica: marginalizar a música popular é uma estratégia para banir do terreno sensível a produção artística das classes exploradas.
 Ao valorizarmos as qualidades combativas da música popular brasileira precisamos fazer justiça às nossas raízes culturais populares. É por estas e outras que precisamos ter os ouvidos e o coração aberto para a obra de gente como Chiquinha Gonzaga. Esta compositora subverteu padrões estéticos e comportamentais, colocando a arte do povo brasileiro no centro da criação musical.


                                                                                                     Tupinik

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